segunda-feira, 9 de novembro de 2009

MATADOR DE POLÍCIA

O POLICIAL BARROS

RETRATO FALADO DO ASSASSINO

Tarde do dia 23 de março de 2001.
São 15h. Faltam poucos minutos para o tiroteio.
Uma vendedora sai desesperada de uma loja situada na Praça do Carmo e aborda uma viatura da PM, que passa pelo local.
Dentro da viatura, estão os soldados Barros e Marcos.
A vendedora fala para os policiais que um indivíduo que está passando por ali, é o autor de dois assaltos recentes que ocorreram em sua loja.
Tendo a informação, os dois policiais decidem abordar o suspeito. Marcos, que está no volante, vai dirigindo a viatura, já barros, saia pé, em perseguição.
O suspeito percebe a aproximação dos policiais. Ele desce pela Garcia Moreno e quando está na frente do prédio onde funciona a Delegacia da Mulher, vê que Barros já estava atrás dele.
Culpado ou não, o suspeito não vai acertar ser detido pelo PM. É por isso que ele saca sua arma e atira contra o policial, antes que esse sequer tenha tempo de reagir.
Barros revida os disparos. Os tiros não acertam o suspeito e acabam atingindo de raspão duas pessoas que passam pela rua. Duas balas perdidas.
O suspeito efetua outros disparos. Barros é atingido na perna.
Em vez de fugir, o criminoso se aproxima do policial caído. O dia está claro, a rua está cheia de testemunhas, a viatura da PM se aproxima, mas o suspeito não está nem aí.
Ele aproveita que o policial está ferido, pára diante dele e com a maior frieza puxa o gatilho. Barros é atingido em cheio na cabeça. Um tiro fatal.
O outro soldado na viatura, presencia o crime a distância. Enquanto o autor dos disparos corre pra fugir, o PM Marcos corre pra salvar seu parceiro. Ele não vai conseguir. Já é tarde demais.
Em minutos, enquanto Barros é levado às pressas para o hospital, o Centro fica forrado por policiais e guardas municipais, que procuram o criminoso. Ele não será encontrado hoje.
No hospital, o soldado passa por uma delicada cirurgia, fica internado na UTI e acaba sendo desenganado pelos médicos. Ele pode sofrer morte cerebral a qualquer instante.
Dois dias depois, por volta das 12h30, do domingo, o policial militar Jair Azael Nóvua de Barros, é declarado clinicamente morto. Ele tinha apenas 24 anos, e estava no quarto ano da Faculdade de Direito.
Sua morte é sentida por todos os companheiros que viam nele um grande amigo, parceiro e policial de primeira linha.
As investigações prosseguem nos dias seguintes, após a morte.
Um retrato falado do criminoso é elaborado pela polícia e divulgado nos jornais locais.
Os dias passam e ninguém é preso.
Quatro meses depois

Sexta-feira, dia 20 de julho de2001.
Cumprindo mandados de prisão, policiais militares de Sorocaba entram na casa de um procurado, naquele município.
Enquanto revistam a casa, os PMs encontram um suspeito escondido embaixo de uma cama. A ficha dele é levantada e consta que ele é procurado pela justiça.
Em sua ficha existem três homicídios, todos praticados em Itu.
Os policiais notam que existe uma grande semelhança entre o rapaz e o desenho do matador de PM, distribuído entre os policiais.
Uma testemunha da morte de Barros é trazida pra ver o suspeito. Ela o reconhece como o autor do disparo fatal contra o policial. O parceiro do PM morto, vê uma foto do suspeito e nota as semelhanças entre o rapaz e o assassino do companheiro.
Para a polícia, o caso já está praticamente solucionado.
No dia seguinte o suspeito é trazido de Sorocaba para Itu, para um reconhecimento formal diante de outras testemunhas.
O resultado já é o esperado.
O suspeito é mesmo o matador de polícia.
Depois de quatro meses de investigação, a polícia finalmente coloca um ponto final nas investigações.
O caso está encerrado.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O MASSACRE DO ESTUPRADOR

Terça-feira, 15 de julho de 1997.
O estuprador José Aparecido, de 38 anos, chega na Cadeia Pública de Itu.
Ele veio transferido de Cabreúva, onde havia sido detido.
Seus antecedentes logo são relatados para os outros detentos. Não são dos melhores.
Ele não é bem recebido.
Olhares tortos, ameaças, caras fechadas. Ninguém gosta dele.
Aparecido é acusado de estuprar as próprias filhas.
Para os demais detentos, estuprador merece pena de morte.
Por esse motivo, Aparecido é colocado isolado em uma cela, junto com outros três presos, da mesma laia, segundo os detentos.
Alguns desses três presos são caguetas, outros estupradores, ou “Jacks”, no jargão popular.
A primeira noite do novo estuprador na cadeia, não é nem um pouco tranquila. Nem poderia ser.
Os presos estão revoltados em saber que tem Jack novo na cadeia, e o pior, Jack que violenta as próprias filhas.
Um preso, mais revoltado, começa a dizer para os outros que o estuprador “tem que subir”. Todos concordam.
Alguém, não se sabe quem, ferve uma panela de água.
Vários presidiários enquadram o estuprador, e o que é previsto acontece. Uma panela de água fervendo é jogada contra ele.
O preso grita, pede socorro, geme de dor.
Os detentos falam que estuprador tem que morrer mesmo, e que o fim dele, está próximo.
O estuprador não dorme aquela noite. Fica o tempo todo em pânico, desesperado, temendo o pior. E o pior realmente está por vir.
A manhã chega mais rápido do que era de se esperar. E com ela, o prenúncio de uma morte já encomendada.
São exatamente 9h30, quando começa o tumulto na prisão.
O diretor da cadeia, doutor Moacir Rodrigues de Mendonça, está ausente. O delegado está cumprindo outro compromisso, realizando exames de trânsito, já que também é o responsável pelo Ciretran.
Sem o delegado para controlar o tumulto, os presos aproveitam o “banho de sol”, para atacar os caguetas e estupradores da “celinha 1”. É nesta cela que Aparecido está isolado.
Os detentos cercam a cela, começam a tentar estourar o cadeado e matar os quatro presos isolados.
A cadeia fica em estado de loucura, parece que vai explodir a qualquer momento.
Na confusão, o delegado doutor Domingos Martelini tenta dialogar com os presos para acalmá-los. A Guarda Municipal e Polícia Militar são acionadas para conter a rebelião.
Depois de conversarem com o delegado, os presos aparentemente desistem da matança. Mas só aparentemente.
Assim, que os policiais civis, militares e guardas se retiram do pátio, os presos voltam novamente ao ataque contra os detentos da cela 1. É nessa hora que eles pegam José Aparecido e dão uma violenta surra nele.
Chutes, socos, tapas na cara, joelhadas, o estuprador é agredido de todas as formas, mas os detentos querem mais. Querem sangue.
No meio de toda aquela violência, novamente alguém, é claro que não se sabe quem, passa uma corda de nylon no pescoço do estuprador, dá um laço na grade da cela e enforca o homem que violentou as filhas.
Quando a polícia se dá conta do que está acontecendo, já é muito tarde, o estuprador está morto.
João Aparecido, o estuprador de Cabreúva, não seria o primeiro e nem o último Jack, a ser espancado e brutalmente assassinado na Cadeia Pública de Itu.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O ASSASSINATO DOS GUARDAS MUNICIPAIS


Manhã de terça-feira.
São 8h, do dia 4 de janeiro de 1994.
Três guardas municipais estão esperando o ônibus em um ponto localizado na Avenida Caetano Ruggieri, ao lado da “pracinha”.
Os guardas são: José Augusto de Jesus, Jesus Eliseu Vieira e Maurício Silvino de Souza.
São excelentes profissionais, verdadeiros heróis que no dia a dia, arriscam suas vidas para cumprir o juramento que fizeram de servir e proteger a população.
Esse juramento será cumprido à risca hoje. Embora nem sequer imaginem, os dois guardas com o nome do filho de Deus, irão morrer nos próximos minutos.
Fardados e armados os soldados aguardam o ônibus da linha 11, que se aproxima.
O veículo pára.
Vários passageiros começam a descer pela porta de trás.
O guarda municipal Maurício entra pela porta da frente do ônibus.
Seus parceiros iriam entram por trás. Iriam.
Maurício não vê seus parceiros embarcarem no veículo.
De repente ele ouve os disparos. Vários tiros seguidos vindos da parte de trás do ônibus, mais precisamente da calçada. O guarda saca sua arma e salta do ônibus. Já é tarde. Tarde demais.
Os dois guardas de nome Jesus estão caídos no chão, sangrando.
Maurício ainda vê de relance um homem fugindo pela rua Dona Júlia, esquina com a Caetano Ruggieri, mas sua prioridade é socorrer os colegas baleados.
Ele tenta, mas não consegue.
Os dois guardas já estão mortos ao darem entrada na Santa Casa.
Funcionários dos comércios das imediações e pessoas que estavam na rua são ouvidas pelas autoridades. O resultado é o esperado, o de sempre: ninguém viu nada, ninguém sabe nada.
TRÊS DIAS ANTES
É noite de sábado, dia 1 de janeiro.
Um guarda municipal conhecido como Gomes, está dentro de um bar, localizado no Parque Industrial. O guarda, fardado, está de serviço.
São exatamente 20h, quando três homens armados entram no local atirando. O alvo dos disparos é o GCM, encostado no balcão.
Ele é atingido duas vezes, no braço e em um dos dedos da mão direita.
Os atiradores fogem em seguida.
CAÇADA AOS ASSASSINOS
Enquanto o prefeito Lázaro José Piunti, decreta luto oficial no município por três dias, e vai atrás do Secretário de Segurança Pública, Michel Temer, para discutir a fragilidade da segurança na cidade, os cinco delegados da cidade se unem para organizar uma verdadeira caçada aos matadores dos GMs.
José Moreira Barbosa Netto, Domingos Marteliini, Henrique Lago Neto, Carlos Benedito Ferrari e Paulo Francisco Gutierres são os delegados empenhados em resolver o caso. Realizando um trabalho de campana e coleta de informações, utilizando seus próprios veículos particulares, inclusive, os policiais, unidos a seus investigadores descobrem o paradeiro dos matadores em apenas 44 horas.
PRISÃO E CONFISSÃO
Madrugada de quinta-feira, dois dias depois dos homicídios.
São 4h, quando a Polícia Civil invade o Conjunto Habitacional dos Metalúrgicos em Osasco e prende os matadores.
Eles são identificados como Nilton César, de 19 anos e Valter de Oliveira, o “China”, de 33 anos. O mais novo já tem passagens na polícia, ainda na adolescência, por latrocínio (roubo seguido de morte). A ficha do mais velho também não é das melhores, estelionato, furto e roubo.
Interrogados pelo delegado Moreira, os dois acusados contam os motivos dos crimes.
China explica ao policial, que na verdade , tanto ele quantos eu parceiro, nem sequer conheciam os guardas mortos. Não era nada pessoal. Foi apenas o caso de quatro pessoas se cruzarem no local errado, no momento errado.
De acordo com China, na noite do sábado anterior aos crimes, ele e dois companheiros tentaram matar o GM Gomes, em um bar do Parque Industrial. Com Gomes, sim, China tinha uma desavença policial. Segundo ele, por ter envolvimento em ocorrências de estelionato, toda vez que cruzava com Gomes, era pressionado, humilhado e ameaçado por esse GM, que chegava ao estreme de meter a arma na cara dele. Ainda segundo China, o tal GM havia ameaçado inclusive que pegaria seu filho, caso não o pegasse. Revoltado e amedrontado, com a ameaça, China, havia tentado sem sucesso, matar o guarda naquela noite de sábado.
“Meu problema era mesmo com o Gomes, eu nem sabia que ia resultar na morte dos dois GMs”, contou China no interrogatório.
Na terça de manhã, China e seu parceiro Nilton estavam no mesmo ônibus que os três guardas embarcariam.
O encontro não poderia ser menos fatal
Assim que desceu do ônibus, China, que já estava sendo procurado por tentativa de homicídio, foi reconhecido de imediato pelos dois guardas que ainda não haviam entrado no coletivo. Ele estava encostado num muro, sendo revistado pelos guardas, portava uma pistola “7.65”, calibre 9mm. A arma estava descarregada.
Mas, a pistola “6.35”, que seu parceiro Nilton, trazia na cintura, estava muito bem carregada.
Ao ver China sendo revistado pelos guardas, Nilton sacou sua arma e disparou primeiro contra o guarda José Augusto. Os tiros foi traiçoeiros. O guarda foi acertado duas vezes nas costas. Uma das balas atingiu o coração.
Quando o guarda caiu, China saiu correndo.
Ao ver o parceiro baleado, o guarda Jesus Elizeu revidou. Deu cinco tiros no bandido. Acertou apenas um deles, na coxa de Nilton. Não foi suficiente.
O matador atirou contra o GM. As balas atingiram um de seus braços, seu coração e sua cabeça.
Hoje, 15 anos após o duplo homicídio que abalou Itu, os dois criminosos ainda estão presos. E os dois guardas, orgulhos da corporação, jamais serão esquecidos pelos seus amigos, parceiros e com toda certeza, familiares.
Viveram como homens, lutaram como soldados e morreram como heróis.
Que descansem em paz.

O ESTUPRO E ASSASSINATO DA DANÇARINA

Dizer que aquela moça era bonita, seria pura modéstia. Ela era linda.
O fotógrafo fez uma, duas, três... várias fotos dela.
Era uma mulata de cabelos encaracolados, corpo perfeito e mais ou menos um metro e sessenta de altura. Devia ter no máximo 30 anos. E estava totalmente nua.
Havia várias pessoas presentes ali, acompanhando o trabalho do fotógrafo.
Mas, apesar de estar sendo fotografada de vários ângulos diferentes, a linda mulata não esboçava nenhuma reação. Não sorria, não se mexia, não falava e nem sequer abria os olhos. E nem poderia. Afinal, estava morta.
As pessoas presentes naquele local eram funcionários da Polícia Civil que investigavam o crime, da Polícia Militar, que haviam preservado o corpo e da agência funerária local, que aguardavam o perito da polícia técnica terminar as fotos para recolher o cadáver.
Era uma manhã ensolarada de terça-feira, dia 17 de janeiro de 1995.
O local, o acostamento da Rodovia Marechal Rondon, sentido Itu/Jundiaí, nas proximidades da Ponte Nova.
Algumas horas antes, um soldado do Corpo de Bombeiros, vindo num ônibus sentido Jundiaí/Itu, havia avistado o corpo, assim que descera num ponto daquelas redondezas, e logo em seguida, acionado a PM.
O corpo da bela mulata estava estendido no mato, a dois metros da pista.
A Polícia Civil apurou no próprio local que, havia marcas no pescoço da moça, com claros sinais de estrangulamento. Também havia muito sangue escorrendo do ânus e da vagina, indicando possivelmente um estupro.
Sem nenhum documento ou qualquer outro vestígio que pudesse identificá-la, a vítima foi recolhida à Funerária Municipal, que logo em seguida, encaminhou o corpo para o IML de Sorocaba.
Após alguns dias na geladeira do necrotério, a moça acabou sendo enterrada como indigente no Cemitério Municipal de Itu.
A brutalidade em torno do caso atraiu a atenção da grande imprensa, em especial do telejornal “Aqui Agora”, que passou a divulgar as fotos da vítima, na esperança de alguém a identificasse.
No interior de Minas Gerais, na cidade de Betim, uma família que assistia a reportagem do telejornal se assustou com a divulgação da foto.
A data do encontro do cadáver, a tatuagem de um beija flor que a vítima tinha no bumbum e sua descrição física, batia em tudo com a jovem mineira Gineida de Oliveira Barbosa, de 25 anos. No dia 16 daquele mês, um dia antes do encontro do cadáver em Itu, Gineida saiu de sua casa em Minas, com destino a São Paulo. Na capital, ela pegaria um avião para a Espanha, país esse, onde ela iria trabalhar, possivelmente como “dançarina”.
Porém, naquele mesmo dia, antes de sair de casa, a jovem passou um tempo enorme no telefone, tendo uma discussão estressante com um homem conhecido apenas por “Pepe”.
O motivo da discussão era o fato da jovem já ter trabalhado antes na Europa, e ter um dívida a receber de 4 mil Pesetas (extinta moeda da Espanha, substituída em 2002 pelo Euro).
Depois de sair de casa naquele dia, ela nunca mais foi vista com vida pela família.
Imediatamente após a veiculação da notícia, o noivo de Geneida veio a Itu. O corpo da jovem foi exumado na manhã do dia 15 de fevereiro, um mês depois do crime. E a suspeita se confirmou. A garota encontrada em Itu, estuprada e estrangulada, era mesmo a jovem mineira, que saiu de casa para receber uma dívida, fazer fama e fortuna na Espanha, mas acabou encontrando a morte, sendo vítima de um crime cruel e covarde.
Quem era “Pepe” e qual a sua “possível” ligação com aquele brutal assassinato, a polícia local jamais iria saber.
O corpo da bela mulata foi transportado para a cidade mineira de Betim, onde ela seria sepultada, junto com seus planos e sonhos.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O MANÍACO DE ITU


Uma mulher de 20 anos, foi violentada e esfaqueada por uma maníaco, no Jardim Padre Bento.

O crime bárbaro ocorreu na primeira quinta-feira de novembro, de 2008, por volta das 12h.
O detalhe mais chocante da ocorrência foi a ousadia do criminoso, que estuprou a vítima dentro da própria casa dela, em pleno horário de almoço.
Esse fato por si só, deixa claro a periculosidade do maníaco que ataca a luz do dia.
No momento do atentado, a vítima (não vou revelar o nome para preservar sua integridade) voltava pra casa, quando foi abordada já no portão da residência, por um homem desconhecido que a obrigou a entrar na casa e trancou a porta.
A mulher foi conduzida até o quarto, onde foi barbarizada pelo maníaco.
Depois de estuprar a vítima das piores formas possíveis, o criminoso disse para a mulher já havia cumprido pena por estupro, e que por esse motivo, iria matá-la para não ser reconhecido.
Foi então que começou a tortura. Primeiro o monstro tentou matar a mulher sufocando-a com um saco plástico. A moça começou a se debater de todas as formas, tentando se livrar do saco. Percebendo que a vítima estava demorando muito para morrer daquela maneira, ele mudou de tática. Pegou um lenço que estava sob a cama e passou-o em volta do pescoço da mulher, tentando estrangulá-la. A vítima se debatia muito, se contorcendo de uma lado a outro pra ver se escapava do aperto mortal. Isso irritou em muito o criminoso, que decidiu naquele momento, chegar ao extremo.
Uma faca de cozinha. Foi esse instrumento letal que o maníaco decidiu utilizar para acabar de vez com a mulher.
Agindo com a maior covardia, ele desferiu uma facada no pescoço da mulher.
Vendo que ela ainda estava viva, deu outra facada no pescoço. Esse golpe foi tão violento que a faca ficou atravessada no pescoço dela.
Acreditando que ela estava morta, o criminoso foi embora, abandonando a mulher no local.
Alguns minutos depois, os policiais militares cabo Vandernilson e soldado Ramos foram acionados pelo Controle da PM, para comparecer até o local dos fatos, onde segundo informações, uma mulher havia sido esfaqueada.
No local, os dois policiais foram informados de que a vítima já havia sido socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Sanatorinhos.
A casa estava trancada, e o marido da vítima que havia chegado ao local, avisou os policiais que estava indo para o hospital, e deixaria a chave com um vizinho, para o caso da perícia chegar.
Os policiais também se dirigiram ao hospital, onde souberam pelo médico que atendeu a vítima, que ela havia sido estuprada e esfaqueada no pescoço. A gravidade do ferimento foi tanta, que a faca só pôde ser removida no hospital.
Depois de passar por uma cirurgia para remover a lâmina, a vítima, que ficou entre a vida e a morte, precisou ficar vários dias internada, tendo alta quase uma semana depois.
O agressor foi descrito como um homem pardo, com idade entre 20 e 30 anos.
Ainda de acordo com relatos posteriores da vítima, o estuprador conduzia uma moto preta, possivelmente uma CG, com detalhes prata e um adesivo aparentemente vermelho.
Até o momento em que esta matéria está sendo postada... o criminoso ainda continua a solta.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

MANÍACO DE ITU ESTUPRAVA E ESTRANGULAVA COM CORDA DE NYLON

Ilustração de Rodrigo Bixigão


Um perigoso maníaco rondou as ruas da cidade de Itu, em agosto de 2008.
Uma dona de casa de 26 anos (não vamos revelar o nome para não expor sua integridade) viveu uma situação pavorosa nas mãos do criminoso.
O caso ocorreu na noite de segunda-feira, 25 de agosto.
Por volta das 21h, a mulher voltava da igreja a pé, passando pela Avenida Caetano Rugiéri, quando em dado momento, passou a ser seguida por um indivíduo desconhecido, na altura do bairro São Camilo.
O homem, que segundo a vítima tem cor parda, idade entre 20 e 30 anos, cabelos curtos, magro, com 1metro e 70 de altura aproximadamente, roupas e luvas pretas, se aproximou da mulher e perguntou se ela tinha um isqueiro.
Quando a vítima respondeu que não, ele sacou uma faca, anunciou um assalto e obrigou a mulher entra em um matagal das imediações, sob ameaça de morte.
A vítima se prontificou a entregar a bolsa ali, mesmo, mas o criminoso insistiu que ela entrasse no mato, caso contrário morreria. Com medo de perder a vida, a mulher obedeceu e acabou sendo levada para um local de difícil acesso, onde o mato é bem espesso. Foi nesse lugar, que o maníaco, avisou a vítima que iria estuprá-la. Primeiro ele mandou que ela fizesse sexo oral nele, como é comum em praticamente todos os casos do gênero, na seqüência, ele violentou a mulher indefesa, com a maior covardia do mundo, coisa típica desse tipo de criminoso, que escolhe as vítimas a dedo.
Enquanto estuprava a mulher, o maníaco, fez questão de avisá-la que não iria ejacular nela, “para não deixar pistas do crime”, ou seja, resquício de material genético que possa identificá-lo mais tarde.
Quando terminou sua perversão, ele mandou a vítima a se deitar de bruços, dizendo que iria amarrá-la, mas, assim que a mulher ficou na posição que ele queria, o criminoso, passou uma corda fina em seu pescoço, e começou a estrangulá-la com a maior brutalidade possível.
A mulher se debateu de todas as formas tentando se defender, mas não conseguiu. Sufocada e com o pescoço sangrando muito, a mulher acabou desmaiando por falta de ar. E foi isso que salvou sua vida.
Acreditando que a vítima estava morta, o criminoso abandonou a mulher no local e foi embora.
No início da madrugada, a mulher acordou delirando no meio do mato, com o corpo todo machucado.
Ela saiu cambaleando pela rua pouco depois da meia-noite. Pediu ajuda pra um e pra outro, mal conseguindo falar, mas ao invés de conseguir apoio, ainda acabou sendo assaltada por uma nóia da favelinha da Vila Lucinda, que roubou seu tênis.
A mulher acabou caindo debilitada em uma calçada da Vila Lucinda, onde ficou, até ser socorrida por uma viatura da Polícia Militar, que a encontrou com vários ferimentos.
Foi somente no hospital, que a vítima, ainda estado de choque, conseguiu contar o que havia acontecido com ela. Depois de dar entrada no hospital de Itu, a mulher foi transferida para o Hospital Regional de Sorocaba, onde ficou internada.
Na tarde de quarta, após ter recebido alto, a vítima e o marido acompanharam a investigadora Adriana Gomes, até o local onde o estupro foi cometido.
No local, a policial encontrou a bolsa, o celular e o a bíblia que a mulher perdeu durante o crime que sofrera.
A vítima contou para a investigadora, que na hora do suposto assalto, chegou a dar R$ 10, para o criminoso deixá-la ir, mas ele devolveu o dinheiro pra ela, deixando claro que seu objetivo era mesmo o estupro.
Até onde se sabe... o criminoso nunca foi preso.


Cidade teve caso parecido em 2007
No início do ano passado, um maníaco atacou duas mulheres na cidade, no espaço de dez dias. A primeira vítima conseguiu evitar o estupro ao desferir um chute nas partes íntimas do maníaco, e fugir em seguida. Mas não saiu ilesa, durante a luta, acabou sendo esfaqueada no braço pelo criminoso.
A segunda vítima teve menos sorte ainda. Depois de ser arrastada até um espesso matagal, foi violentada sexualmente de todas as formas possíveis, e ficou em estado de choque.
Na época dos crimes, a reportagem do Folha da Cidade conversou pessoalmente com as duas vítimas, que descreveram o mesmo agressor, tratando-se de um homem moreno, forte, aproximadamente 30 anos, com luzes no cabelo e cavanhaque.
Baseado nas descrições das vítimas, a reportagem fez um retrato falado do maníaco, que foi distribuído para vários jornais da região e publicado pelo menos três vezes no Folha.
Meses depois, um homem com essas mesmas características foi preso em flagrante no momento em que estuprava duas mulheres em um matagal das imediações do Cidade Nova.
Após essa prisão, os ataques do maníaco cessaram, o que reforçou a hipótese de que todos os crimes foram cometidos provavelmente pela mesma pessoa.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

QUEM MATOU ELAINE?

QUEM MATOU ELAINE CRISTINA?

Sexta-feira, 27 de outubro de 2006.
São 6 horas da manhã.
A jovem Elaine Cristina da Silva, acorda em sua casa localizada na Rua Lençóis Paulista, no Bairro Cidade Nova.
Seus dois filhos, um menino de cinco anos e uma menina de três, ainda estão dormindo.
Elaine tem 25 anos, é uma garota bonita, alegre, está sempre sorrindo e de bem com a vida. Mora com seus pais, gente simples e honesta, que lutou para criar os filhos com dignidade.
Elaine é solteira, mas tem um namorado, um rapaz com quem está há mais de dois anos.
Os pais não aprovam esse relacionamento. O namorado em questão é um presidiário, que está detido há um ano e quatro meses no CDP de Sorocaba. Dizem que é por tentativa de homicídio. Ele não é o pai do casal de filhos da jovem. Esses são de um relacionamento anterior. Mas, as frequentes visitas que a jovem faz ao rapaz, no Centro de Detenção Provisória de Sorocaba, resultaram em outra gravidez. Elaine espera um bebê. A gestação já está em três meses. Pode ser menino. Pode ser menina. Ninguém sabe. Ninguém nunca vai saber.
Já são quase 7 horas. O menino está acordado, lavou o rosto, trocou de roupas e agora toma o café da manhã. A jovem está ansiosa, como sempre fica nos dias que vai visitar o namorado no presídio.
Elaine sai de casa acompanhada do menino e o leva até o ponto de ônibus, onde de lá, ele será levado para a escolinha. O menino se despede da mãe, sem sequer imaginar, que esta será a última vez que ele a verá em sua vida. A menina ficou em casa dormindo. Nunca vai poder se despedir da mãe, que jamais voltará.
Do ponto de ônibus, Elaine não retorna mais pra casa. Ela vai direto para o presídio de Sorocaba. Não pega ônibus. Vai a pé. Essa é uma das rotinas mais perigosas e mortais da jovem. Todos que a conhecem no bairro, sabem que nos dias de visita ao CDP, ela vai sempre a pé e na volta pega carona na rodovia. Na maioria das vezes, com desconhecidos. Elaine costuma descer pelo barranco que dá acesso a Rodovia do Açúcar, pega a pista em direção ao Posto de Pedágio e vai na caminhada até chegar no bairro Aparecidinha, no município de Sorocaba, onde está localizado o presídio.
São exatamente 7h30 da manhã. A jovem já colocou seu filho no ônibus e pegou a estrada para ver o namorado.
E essa, é a última vez que a jovem é vista com vida.
 
 
O MISTERIOSO DESAPARECIMENTO
 
Manhã do dia seguinte.
A noite foi tensa na casa de Elaine.
Ninguém dormiu bem.
O pai, a mãe e os irmãos estão muito preocupados.
A filha saiu no dia anterior e não mais retornou pra casa.
Aquela sensação de que algo ruim possa ter acontecido, passa na mente de todos.
O pai, junto com uma cunhada de Elaine, decidem ir até o CDP, para saber a que horas a filha esteve lá no dia anterior.
No presídio, a notícia não é boa. A tensão cresce ainda mais quando os policiais informam que Elaine não esteve na unidade, na sexta-feira.
A suspeita de que algo de ruim possa ter acontecido aumenta ainda mais com essa revelação.
O pai começa a se lembrar de todos os conselhos que ele e a mãe deram para a filha. Ele se lembra das conversas que teve com ela, das perguntas que fazia, se ela estava metida com drogas ou alguma coisa errada, e lembra-se dela sempre negar qualquer envolvimento com esse tipo de coisa.
Na volta do CDP, o pai começa a refazer o caminho que Elaine fazia, em busca de alguma pista, de algum vestígio que possa ter sido deixado pela filha.
Um homem, residente em uma chácara nas imediações do CDP, ao ser indagado pelo pai da jovem, diz se lembrar de ter visto no dia anterior, uma jovem com as características de Elaine entrando em um carro pequeno, que ele não sabe precisar a marca ou modelo. O carro teria vidros insufilmados. O homem conta ainda, que, ao invés de seguir sentido Sorocaba, o veículo deu meia volta, fazendo sentido contrário. Outra pessoa indagada na rua, conta que viu a jovem por volta das 8h30 da manhã, caminhando pela pista, mas sentido contrário a Sorocaba. Desesperado, o pai dá queixa do desaparecimento na Polícia.
Os dias passam e Elaine não aparece. Os filhos choram pela mãe. E os pais pela filha.
A família toda, principalmente a cunhada e o pai, começam a vasculhar todas as matas no caminho que Elaine fazia. A saúde do pai vai ficando debilitada. Ele sofre muito com o sumiço da filha. A mãe, que sempre aconselhou a jovem positivamente, também sofre. A paz acaba naquela casa.
Todos os dias, no final da tarde, o pai de Elaine senta na frente da casa e fica olhando para os lados, distante, perdido, esperando que a filha volte. Mas ela não vai voltar. Nunca mais.
A irmã gêmea de Elaine começa a sonhar com ela. Nos sonhos, a jovem aparece com um semblante triste e pergunta para a família “quando é que vocês vão vir me buscar?”.
A família se desespera cada vez mais.
Nas ruas, as pessoas comentam ter visto Elaine num ônibus, num carro, num ponto de ônibus, com um amigo, com uma amiga, sozinha, acompanhada, mas é tudo mentira, é tudo invenção. A única pessoa que realmente viu Elaine e sabe onde ela está é o assassino que a matou.
 
 
UM ANO DEPOIS
 
Sorocaba, 30 de setembro de 2007.
Uma ligação anônima avisa a Polícia que tem uma ossada humana no meio de pés de eucaliptos, atrás do CDP. O local é coberto por um espesso matagal, que mal dava para entrar, mas recentemente, colocaram fogo na mata. E foi então que a ossada ficou visível.
A Polícia Militar e Civil chegam ao local.
A ossada é levada para o Núcleo de Perícias Médicas de Sorocaba. Os peritos descobrem que se trata de uma garota. Sabendo do desaparecimento de Elaine naquela região, um ano atrás, os policiais ligam para o irmão da vítima.
A família vai até o IML. Os ossos estão bastante queimados, devido ao incêndio que ocorreu na mata, mas um chinelo que a vítima usa, não deixa dúvidas. É Elaine. A irmã gêmea dela se submete ao teste de DNA para ter a confirmação. O exame vai demorar alguns meses para sair, mas todos já sabem o resultado.
O pai de Elaine, que durante mais de um ano procurou a filha exaustivamente, está cansado, sua saúde debilitada, o desgosto é profundo. Ele tinha esperanças de ver a filha entrando com vida pela porta a qualquer momento. Mas, agora ele sabe que ela está morta. O exame vai demorar cinco meses para sair. Mas o pai nunca vai ver o resultado. Ele morre antes. Mas no fundo, já sabe o resultado. Um pai sempre sabe.
É positivo.
 
 
O SEPULTAMENTO
 
Terça-feira, 29 de julho de 2008.
São 15h30.
Alguns membros da família de Elaine estão reunidos no Cemitério Municipal de Itu.
Os restos mortais da jovem finalmente serão enterrados.
Não há discursos, cerimônias, nada. Apenas um enterro simples. Muito já foi dito, tudo que era possível já foi feito.
Só resta agora sepultar o corpo da jovem, para que ela descanse em paz para sempre.
Nas ruas dizem muita coisa sobre o crime. Há muitos rumores e especulações. Alguns dizem que poderia ter sido algum tipo de vingança, outros dizem que ela pode ter sido morta por que presenciou algo que não devia, ou talvez até vítima de algum maníaco sexual. Segundo o IML, a vítima estava com o crânio quebrado, o que indica que ela foi morta possivelmente por uma pancada na cabeça.
Morta talvez por gente conhecida, talvez por gente estranha. Quem sabe morta por inimigos... ou até mesmo por “amigos”.
No submundo, alguns dizem que quem matou Elaine também já está morto.
Pode ser verdade, pode ser mentira.
Hoje, vários anos após esse crime cruel, praticado com requintes de crueldade, a família e a sociedade ituana ainda aguardam uma satisfação desse caso sinistro.
Quem matou Elaine?